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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Paralisia Cerebral

A paralisia cerebral é o nome que se dá a um grupo de problemas motores (relacionados aos movimentos do corpo) que começam bem cedo na vida e são o resultado de lesões do sistema nervoso central ou problemas no desenvolvimento do cérebro antes do nascimento (problemas congênitos). Algumas crianças com paralisia cerebral também têm desordens de aprendizagem, de visão, de audição e da fala. Embora a lesão específica do cérebro ou os problemas que causam paralisia cerebral não piorem, os problemas motores podem evoluir com o passar do tempo.
Na maioria dos casos de paralisia cerebral, a causa exata é desconhecida. Algumas possibilidades incluem anormalidades no desenvolvimento do cérebro, lesão cerebral do feto causada por baixos níveis de oxigênio (hipóxia perinatal) ou baixa circulação do sangue, infecção, e trauma. Acreditava-se que as lesões por baixo fluxo de oxigênio durante o trabalho de parto eram as causas mais comuns de paralisia cerebral, mas agora os pesquisadores acreditam que os problemas no parto são a causa na minoria dos casos. Outras possíveis causas incluem: icterícia grave do recém-nascido, infecções na mãe durante a gravidez, problemas genéticos ou outras doenças que fazem o cérebro desenvolver anormalmente durante a gravidez. A paralisia cerebral também pode acontecer depois do nascimento, como quando há uma infecção do cérebro (encefalite) ou um trauma de crânio.
Há quatro tipos básicos de paralisia cerebral:
Espástica — Movimentos Duros e difíceis,
Discinética ou atetóide — Movimentos involuntários e descontrolados,
Atáxica — Coordenação e equilíbrio ruins,
Mista — Combinação de diferentes tipos.
A paralisia cerebral é a desordem motora mais comum da infância. Acontece em aproximadamente de 1 - 2 para cada 1,000 nascidos vivo, com o risco mais alto entre os bebês prematuros, crianças de baixo-peso-ao-nascimento (menos de 1,5 Kg), e em gravidezes complicadas por infecções ou condições que causam problemas com o fluxo de sangue para o útero ou para a placenta.


Quadro Clínico

Os sintomas precoces de paralisia cerebral incluem:
Dificuldade para alimentar — Existe um atraso para o bebê ter coordenação para sugar o peito e para engolir,
Demora no aparecimento dos marcos normais de desenvolvimento motor — Não fazer coisas que seriam esperadas para uma certa idade. Por exemplo, não ter um bom controle da cabeça antes de 3 meses, não rolar o corpo antes de 4 a 5 meses, não sentar sem apoio antes dos 6 meses e não caminhar antes dos 12 a 14 meses.
Baixo tônus muscular (flacidez ou hipotonia) ou ter músculos duros (rigidez) — O baixo tônus muscular pode ser notado pela dificuldade em sustentar a cabeça ou manter o tronco firme. A rigidez muscular pode ser reconhecida pela espasticidade (músculos “travados”) das pernas na infância.


Outros sintomas dependem do tipo de paralisia cerebral. Eles incluem:

Paralisia Cerebral Espástica — Este é o tipo mais comum de paralisia cerebral (aproximadamente 50%) na qual os membros afetados são espásticos, ou seja, significa que os músculos são duros e resistem ao serem esticados. Os braços e as pernas também têm "reflexos tendinosos profundos" reativos (contrações musculares involuntárias em resposta a um estímulo). Por exemplo, quando o tendão patelar do joelho é batido com um pequeno martelo, os músculos da perna se contraem e “chutam” com força. A pessoa normalmente tem estes sintomas tanto quando acorda como quando vai dormir.
Paralisia Cerebral Discinética ou Atetóide — Esta forma menos comum (aproximadamente 20%) de paralisia cerebral é caracterizada por movimentos involuntários da face, tronco e membros que freqüentemente interferem com a fala e a alimentação. Os sintomas podem piorar em situações de tensão emocional e podem ir embora durante o sono. Os movimentos podem ser rápidos e aos trancos (coréia) ou serem distorcidos (atetose) ou ainda, podem envolver a permanência em uma posição anormal (distonia).
Paralisia Cerebral Atáxica — Este tipo de paralisia cerebral também é incomum e normalmente envolve uma lesão do cérebro na parte responsável pela coordenação (chamada de cerebelo). Os sintomas característicos incluem cambalear o tronco, dificuldade de manter os membros firmes e movimentos anormais dos olhos.
Paralisia Cerebral Mista — Uma combinação de sintomas de pelo menos dois dos subtipos anteriores.
Todas as formas de paralisia cerebral podem ter problemas associados, incluindo retardo mental (em mais de 50% dos pacientes), um desalinhamento dos olhos chamado estrabismo (50%), epilepsia ou ataques epiléticos (30%), e desordens visuais ou auditivas (20%).


Diagnóstico

O médico de seu filho irá colher uma história detalhada, incluindo detalhes do desenvolvimento, da gravidez e do parto, o uso de medicamentos tomados pela mãe, infecções e movimentos fetais. Uma história familiar detalhada, incluindo antecedentes de aborto da mãe e a incidência do problema em outros parentes, também pode ajudar.
O médico de seu filho o examinará e poderá solicitar exames de vista e de audição. Podem ser feitos exames complementares de imagem do cérebro, como o Ultra-Som, a Tomografia Computadorizada (a TC) ou a Imagem de Ressonância Magnética (IRM); um teste de atividade cerebral como o Eletroencefalograma (o EEG); ou exames de sangue e de urina.
Para fazer o diagnóstico específico e escolher um plano de tratamento apropriado, o médico pode consultar outros especialistas, como um neurologista; um cirurgião ortopédico; ou um otorrinolaringologista (médico de ouvido, nariz e garganta).


Prevenção


Para ajudar a prevenir a paralisia cerebral, os médicos encorajam as mulheres grávidas a fazerem acompanhamento pré-natal regular, que começa o mais cedo possível e se estende por toda a gravidez. Porém, como a causa da maioria dos casos de paralisia cerebral não é conhecida, é difícil prevenir. Apesar das significativas melhorias no cuidado obstétrico e neonatal nos anos recentes, a incidência de paralisia cerebral não diminuiu. Serão necessárias mais pesquisas das causas de paralisia cerebral para prevenir estas desordens.


Tratamento

A maioria das crianças com paralisia cerebral se beneficia da fisioterapia e da terapia ocupacional precoces. Algumas crianças precisam de muletas e apoios para as ajudar a ficar de pé e andar. Algumas podem ter que se submeter a procedimentos cirúrgicos, como liberações de tendão ou cirurgias ortopédicas (especialmente nos quadris e na espinha). Alguns também precisam de tratamento para reduzir a espasticidade que pode incluir medicamentos tomados via oral, injeções intramusculares ou cirurgia. Para crianças com paralisia cerebral discinética, o uso de medicamentos às vezes ajuda em seus problemas de movimento.
Algumas pessoas com paralisia cerebral grave não podem comer e respirar sem broncoaspirar (inspirar coisas que normalmente não deveriam entrar nos pulmões como os alimentos). Estas pessoas podem precisar ser alimentadas através de uma sonda (tubo) inserida pelo nariz (sonda nasoenteral) ou através da pele (gastrostomia) até o estômago; ou podem precisar respirar por uma abertura cirúrgica pequena no pescoço (traqueostomia).


Qual médico procurar?

O acompanhamento adequado da paralisia cerebral exige uma equipe de especialistas que ajude a maximizar e coordenar os movimentos, minimizar o desconforto e dor, e prevenir as complicações a longo prazo. Esta equipe poderá incluir, além do neurologista, um ortopedista; um (a) fisioterapeuta, um (a) fonoaudiólogo (a), um (a) psicólogo e um (a) terapeuta ocupacional. Além disso, assistentes sociais podem prover apoio às famílias e podem ajudar a identificar alguma privação de recursos da comunidade. Contate um neurologista se seu filho demonstrar um tônus muscular anormal, fraqueza muscular, movimentos anormais do corpo ou se não estiver desenvolvendo suas habilidades motoras normais próprias da idade.


Prognóstico


A paralisia cerebral geralmente é uma condição de longa duração (crônica), mas em geral não piora. Algumas crianças são severamente afetadas e têm dificuldades para o resto da vida. Outros podem ter sintomas leves de paralisia cerebral durante a infância, mas depois desenvolvem tônus muscular normal e habilidades motoras. Embora estas crianças possam continuar tendo reflexos tendinosos profundos anormais, elas podem não experimentar problemas significativos no movimento em suas vidas diárias.
Em alguns casos, os sintomas de paralisia cerebrais mudam com o passar do tempo. Por exemplo, o tônus muscular diminuído (hipotonia) na infância pode evoluir para tônus muscular aumentado (hipertonia) com o avançar da idade
.

18 comentários:

Vanessa disse...

Olá
Adorei este post.
Sou professora do Jd I e tenhop um aluno comparalisia cerebral, e foi muito legal ver estas informações.
Estou procurando dicas de atividades para ele. Você têm alguma sugestão?

giseli disse...

Ola!!!Sou enfermeira e estou em busca de literatura para aprendizado em educação especial. Tenho um filho com sindrome de down e quero mt proporcionar a ele crescimento seguro e feliz. Por favor ,se possivel,gostaria de ler mais sobre educação especial,profilaxia nas infecçoes e tudo sobre desenvolvimento saudavel .Voce pode me ajudar??? obrigado

Fernanda Azevedo Gomes disse...

Oi Gisele, me manda seu e-mail para que eu possa lhe passar algumas dicas, enquanto isso tenta entrar nesse site http://compare.buscape.com.br/proc_unico?id=3482&raiz=3482&kw=sindrome+down
aqui tem várias bibliografias legais e também os preços. Abraços Fernanda

Anônimo disse...

Olá,Adorei as post.tenho aqui na escola três alunos PPC e gostaria de saber se vc pode me dar algumas dicas de atividades.bjos meu nome é magneide Brunet e trabalho no atend.educ.especializado(sala do A.E.E)em Fortaleza e-mail magneide2006@yahoo.com.br

catarine disse...

olá gostei do post. Sou professora e iniciei este ano na sala de apoio multifuncional trabalhando com alunos com D.I. e D.A., gostaria que me enviasse algumas dicas de como trabalhar com esses alunos especiais bem como enviar também algumas atividades que posso desenvolver com eles. Um abraço, Catarine (catarineg@ig.com.br)

Anônimo disse...

Olá.
gostei muito de tudo exposto pc,estou fazendo minha monografia de psicopedagogia em cima de uma aluno da escola onde trabalho ele tem 2 anos e meio e a pc afetou apenas a parte motora, vc teria alguma indicação teorica para me ajudar?
elainelazzo@ig.com.br
grata
elaine

rafaella maia disse...

oi!!sou professora de ensino infantil,faço pedagogia e pretendo ensinar educaçâo especial.amo crianças especiais acho que elas também tem muito a nos ensinar!acho elas capazes!!PARABÉNS!!!

Anônimo disse...

Oi ,sou professora e também tenho um aluno com paralisia cerebral,gostaria de receber dicas de atividades .

Luciany disse...

Estou atendendo uma criança com PC em um CEI e não sei muito como ajudá-la. Gostaria de receber algumas dicas. Obrigada!!!

Maria Claudia disse...

Oi adorei seu blog sou professora de educação infantil tenho uma aluna de 4 anos com pc, gostaria de receber algumas dicas de como posso trabalhar com ela. abraços

Joyce Guilherme disse...

Amei o seu blog.Faço Pedagogia e estou trabalhando com crianças com necessidades especiais(D.I.,D.A.D.M.)Estou anciosa, pois é tudo muito novo e gostaria de promover, de alguma forma,avanços significativos nessas crianças...Aqui enconttrei conteúdos ricos em informações, serão muito úteis, obrigada!

Anônimo disse...

SOU PROFESSORA DA SALA DE RECURSOS,GOSTÁRIA QUE VOCÊ ENVIASSE ALGUMAS DICAS PARA ALUNOS COM PC GRAVE.OBRIGADA.

carliane disse...

SOU PROFESSORA DA SALA DE RECURSOS,GOSTÁRIA QUE VOCÊ ENVIASSE ALGUMAS DICAS PARA ALUNOS COM PC MODERADA E GRAVE.OBRIGADA.
EMAIL:carliane.vasconcelos@yahoo.com.br

Rudiniéli Borges disse...

Olá Fernanda! Gostaria de saber se você possui algum material com atividades de coordenação motora para crianças com paralisia cerebral grave?! Aguardo retorno pelo email rudinieli@hotmail.com. Desde já agradeço! Abraço

NAY E RYAN disse...

OLÁ ADOREI O ASSUNTO ABORDADO SOBRE PARALISIA CEREBRAL,POIS TENHO UM FILHO DE 2 ANOS CHAMADO RYAN COM PARALISIA CEREBRAL E ELE SÓ NÃO ANDA MAS É A MINHA BENÇÃO DE DEUS,QUANDO TIVER ATIVIDADES QUE EU POSSA FAZER PARA ESTIMULAR O SEU ANDAR MANDA PARA MEU E-MAIL:nagilaalmeida@hotmail.com

obrigada,NÁGILA DE 24 ANOS

alvaro disse...

ola,gostei das informaçoes no seu blog,tenho uma filha de 13 anos que tambem tem pc.ela ainda nao anda sozinha ,mas faz fisioterapia e aplica botox,ela nasceu com 6meses,1k560g.mas e saudavel,gracas a Deus.o la do esquerdo que e comprometido.ela tem bastante dificuldade na escola,principalmente em matematica,mas prova oral ela vai bem.estamos na luta.att:alvaro@losangeles.com.br,de curitiba pr.

Tayana disse...

Oi Fernanda!
Adorei muito este post. Sou acadêmica de Enfermagem e estou estagiando em uma escola onde tem inclusão social e eu estou acompanhando uma criança com paralisia cerebral, gostaria de algumas dicas com atividades pra oferecer a ele com o intuito de inserir ele junto ao grupo de alunos de sua sala.
Desde já agradeço.

Anônimo disse...

Oi Fernanda sou professora de das Series Iniciais do Ensino Fundamental e tenho uma aluno com PC e gostaria muito de saber dicas de atividades,pois estou um pouco perdida,obrigada. Meu e-mail é karla_kema@hotmail.com.

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