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domingo, 28 de junho de 2009

Inclusão Escolar: Um Desafio Entre o Ideal e o Real

O presente artigo pretende provocar uma
análise e reflexão a respeito das políticas de inclusão, levando em conta os
paradigmas conceituais e princípios que vem sendo progressivamente defendidos em
documentos nacionais e internacionais. A inclusão é um movimento mundial de luta
das pessoas com deficiências e seus familiares na busca dos seus direitos e
lugar na sociedade.
Mas o que é de fato a inclusão? O que leva as pessoas a
terem entendimentos e significados tão diferentes? Cabe aqui tecer algumas
reflexões, pois dessa forma estaremos contribuindo para uma prática menos
segregacionista e menos preconceituosa.
O adjetivo ”inclusivo" é usado quando
se busca qualidade para todas as pessoas com ou sem deficiência.
Na primeira
Conferência da Rede Ibero-Americana de Organizações Não Governamentais de
Pessoas com Deficiência e suas Famílias, reunida em Caracas, entre os dias 14 e
18 de outubro de 2002, considerando que é compromisso de todos elevar a
qualidade de vida de pessoas com deficiência e suas famílias por meio de
serviços de qualidade em saúde, educação, moradia e trabalho, declararam, 2004
como o ANO DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA E SUAS FAMÍLlAS, almejando a vigência
efetiva das Normas sobre a Equiparação de Oportunidades para Pessoas com
Deficiências e o cumprimento dos acordos estabelecidos na Convenção
Interamericana para Eliminação de todas as Formas de Discriminação Contra as
Pessoas com Deficiência (Convenção da Guatemala­ 2001).
O termo inclusão
já trás implícito a idéia de exclusão, pois só é possível incluir alguém que já
foi excluído. A inclusão está respaldada na dialética inclusão/ exclusão, com a
luta das minorias na defesa dos seus direitos.
Para falar sobre inclusão
escolar é preciso repensar o sentido que se está atribuindo à educação, além de
atualizar nossas concepções e resignificar o processo de construção de todo o
indivíduo, compreendendo a complexidade e amplitude que envolve essa
temática.
Também se faz necessário, uma mudança de paradigma dos sistemas
educacionais onde se centra mais no aprendiz, levando em conta suas
potencialidades e não apenas as disciplinas e resultados quantitativos,
favorecendo uma pequena parcela dos alunos.
A idéia de uma sociedade
inclusiva se fundamenta numa filosofia que reconhece e valoriza a diversidade,
como característica inerente à constituição de qualquer sociedade. Partindo
desse principio e tendo como horizonte o cenário ético dos Direitos Humanos,
sinaliza a necessidade de se garantir o acesso e a participação de todos, a
todas as oportunidades, independentemente das peculiaridades de cada
individuo.
O paradigma da inclusão vem ao longo dos anos, buscando a não
exclusão escolar e propondo ações que garantam o acesso e permanência do aluno
com deficiência no ensino regular. No entanto, o paradigma da segregação é forte
e enraizado nas escolas e com todas as dificuldades e desafios a enfrentar,
acabam por reforçar o desejo de mantê-los em espaços especializados.
Contudo
a inclusão coloca inúmeros questionamentos aos professores e técnicos que atuam
nessa área. Por isso é necessário avaliar a realidade e as controvertidas
posições e opiniões sobre o termo.
Outro aspecto a ser considerado é o papel
do professor, pois é difícil repensar sobre o que estamos habituados a fazer,
além do mais a escola está estruturada para trabalhar com a homogeneidade e
nunca com a diversidade.
A tendência é focar as deficiências dos nossos
sistemas educacionais no desenvolvimento pleno da pessoa, onde se fala em
fracasso escolar, no déficit de atenção na hiperatividade e nas deficiências
onde o problema fica centrado na incompetência do aluno. Isso é cultura na
escola, onde não se pensa como está se dando esse processo ensino-aprendizagem e
qual o papel do professor no referido processo. Temos que refletir sobre a
educação em geral para pensarmos em inclusão da pessoa com deficiência.

também que se lembrar que todos os alunos vêm com conhecimentos de realidade que
não pode ser desconsiderado, pois faz parte de sua história de vida, exigindo
uma forma diferenciada no sistema de aprendizagem.
Mas temos que pensar que
para que a inclusão se efetue, não basta estar garantido na legislação, mas
demanda modificações profundas e importantes no sistema de ensino. Essas
mudanças deverão levar em conta o contexto sócio.­econômico, além de serem
gradativos, planejadas e contínuas para garantir uma educação de ótima qualidade
(Bueno, 1998).
Portanto a inclusão depende de mudança de valores da sociedade
e a vivência de um novo paradigma que não se faz com simples recomendações
técnicas, como se fossem receitas de bolo, mas com reflexões dos professores,
direções, pais, alunos e comunidade. Contudo essa questão não é tão simples,
pois, devemos levar em conta as diferenças. Como colocar no mesmo espaço
demandas tão diferentes e específicas se muitas vezes, nem a escola especial
consegue dar conta desse atendimento de forma adequada, já que lá também temos
demandas diferentes?
Kunc (1992), fala sobre inclusão: "o principio
fundamental da educação inclusiva é a valorização da diversidade e da comunidade
humana. Quando a educação inclusiva é totalmente abraçada, nós abandonamos a
idéia de que as crianças devem se tornar normais para contribuir para o
mundo".
Temos que diferenciar a integração da inclusão, na qual na primeira,
tudo depende do aluno e ele é que tem que se adaptar buscando alternativas para
se integrar, ao passo que na inclusão, o social deverá modificar-se e
preparar-se para receber o aluno com deficiência.
A inclusão também passa por
mudanças na constituição psíquica do homem, para o entendimento do que é a
diversidade humana. Também é necessário considerar a forma como nossa sociedade
está organizada, onde o acesso aos serviços é sempre dificultado pelos mais
variados motivos.
Jamais haverá inclusão se a sociedade se sentir no direito
de escolher quais os deficientes poderão ser incluídos. É preciso que as pessoas
falem por si mesmas, pois sabem do que precisam, de suas expectativas e
dificuldades como qualquer cidadão. Mas não basta ouvi-los, é necessário propor
e desenvolver ações que venham modificar e orientar as formas de se pensar na
própria inclusão.
A Declaração de Madrid (2002), define o parâmetro
conceitual para a construção de uma sociedade inclusiva, focalizando os direitos
das pessoas com deficiências, as medidas legais, a vida independente, entre
outros: ”O que for feito hoje em nome da questão da deficiência terá significado
para todos no mundo de amanhã”.
O marco histórico da inclusão foi em junho de
1994, com a Declaração da Salamanca Espanha, realizado pela UNESCO na
Conferência Mundial Sobre Necessidades Educativas Especiais: Acesso e Qualidade
, assinado por 92 países, que tem como princípio fundamental: "todos os alunos
devem aprender juntos, sempre que possível, independente das dificuldades e
diferenças que apresentem".
O Brasil é Signatário de documentos
internacionais que definem a inserção incondicional de pessoas com deficiência
na sociedade - a chamada inclusão. Muito mais do que uma idéia defendida com
entusiasmo por profissionais de diversas áreas desde 1990 a construção de
sociedades inclusivas, nos mais diferentes pontos do planeta, é meta do que se
poderia chamar de movimento pelos "direitos humanos de todos os humanos". No dia
14 de dezembro foi assinada a resolução 45/ 91da ONU, que solicitou ao mundo
"uma mudança no foco do programa das nações unidas sobre deficiência passando da
conscientização para a ação, com o compromisso de se concluir com êxito uma
sociedade global para todos por volta de 2010".
No Brasil, a Lei de
Diretrizes e Bases em 1996, refere-se sobre estar "preferencialmente" incluída,
mas também haverá quando necessários serviços de apoio especializado na escola
regular para atender as peculiaridades e que o atendimento educacional será
feito em classes, escolas ou serviços especializados, sempre que em função das
condições específicas do aluno não for possível sua integração nas classes
comuns do ensino regular.
Com a Resolução n.2/2001 que instituiu as
Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica, houve um
avanço na perspectiva da universalização e atenção à diversidade, na educação
brasileira,com a seguinte recomendação: Os sistemas de ensino devem matricular
todos os alunos,cabendo às escolas organizar-se para o atendimento aos educandos
com necessidades educacionais especiais, assegurando as condições necessárias
para a educação de qualidade para todos. No entanto a realidade desse processo
INCLUSIVO é bem diferente do que se propõe na legislação e requer muitas
discussões relativas ao tema.
No Japão, em 2002, foi aprovada a declaração de
Sopporo representado por 109 países, por ocasião da VI assembléia mundial da
Disabled Peoples International-DPI, onde fala sobre a educação inclusiva: "a
participação plena começa desde a infância nas salas de aulas, nas áreas de
recreio e em programas e serviços. Quando crianças com deficiência se sentam
lado a lado com muitas outras crianças, as nossas comunidades são enriquecidas
com a aceitação de todas as crianças. Devemos instar os governos em todo mundo a
erradicarem a educação segregada e estabelecer uma política de educação
inclusiva".


A
REALIDADE:
Nos deparamos com freqüência com as resistências dos
professores e direções, manifestadas através de questionamentos e queixas ou até
mesmo com expectativas de que possamos apresentar soluções mágicas, de aplicação
imediata causando certa decepção e frustração, pois ela não existe. O problema
se agrava quando vemos o professor totalmente dependente de apoio ou assessoria
de profissional da área da saúde, pois nesse caso a questão clínica se sobressai
e novamente o pedagógico fica esquecido. Com isso o professor se sente
desvalorizado e fora do processo por considerar esse aluno como doente
concluindo que não pode fazer nada por ele, pois ele precisa de tratamento
especializado da clínica. Parece que o professor está esquecendo do seu papel,
porém não se considera, o momento do professor, sua formação, as condições da
própria escola em receber esses alunos, que entram nas escolas e continuam
excluídos de todo o processo de ensino-aprendizagem e social, causando
frustração e fracassos, dificultando assim a proposta de inclusão.
Por um
lado os professores julgam-se incapazes de dar conta dessa demanda,
despreparados e impotentes frente a essa realidade que é agravada pela falta de
material adequado, de apoio administrativo e recursos financeiros.
Observa-se
com freqüência, a dificuldade dos professores, a partir de suas falas carregadas
de preconceitos e estigmas, frustrações e medo: "não sou capaz disso", "não sei
por onde começar", "é preciso ter uma equipe técnica na escola", "a direção não
entende", "vai prejudicar os outros alunos", "não vou beneficiar o aluno com
deficiência", "a criança com deficiência sofre rejeição dos outros alunos",
"preciso de assessoramento em sala de aula, tanto para os com deficiência quanto
para os de altas habilidades", ficamos angustiados e sem ação frente a esse
aluno" , "precisamos de pessoal qualificado que nos ajude a amenizar a angústia
que temos ao trabalhar com eles", "o professor encontra-se perdido quanto à
inclusão", "alunos e professores despreparados para aceitá-los", "imposto pelo
MEC as escolas tem que recebê-los", "qual as metodologias mais rápidas,
eficientes e adequadas ao nosso aluno? "," necessitamos treinamento específico",
"não somos preparados para atuar em todas as áreas", "como alfabetizar o
deficiente? ", " como realizar prova diferente para o aluno especial? ", que
atitude tomar com a criança hiperativa se os outros alunos não aceitam o
diferente? ", "o professor encontra-se perdido diante o aluno portador de
necessidades especiais", "como trabalhar esse aluno na parte psicológica? ", "os
professores são despreparados para atender melhor o aluno
especial"...
Segundo Figueira, (1995,) "palavras são expressões verbais de
imagens construídas pela mente. Às vezes, o uso de certos termos, muito
difundido e aparentemente inocentes, reforça preconceitos. Além dessas falas,
temos observado, o medo da mudança com a certeza do fracasso e medo da diferença
onde se sentem ameaçados, os que provocam afastamento, o estigma e
conseqüentemente o preconceito. O professor desconhece quem é este sujeito, suas
possibilidades, seu desejos, suas dificuldades e limitações".
Devemos
considerar também os conflitos que se estabelecem nas relações­ frente às
questões relativas à gratificação no plano salarial e o aumento no trabalho para
os professores do ensino regular.
Aliado a esse contexto escolar, encontramos
a dificuldade do ponto de vista econômico, principalmente nos pequenos
municípios, que analisam o custo ­benefício da acessibilidade, como, adaptar
os ônibus, com custo elevado para o número insignificante de pessoas com
deficiência. Por trás disso, sabe-se que tem a idéia, que as pessoas com
deficiência são improdutivas e por isso pouco se investe. Contudo esse
posicionamento dificulta a entrada na escola e no trabalho, acentuando assim a
sua condição desfavorecida em relação a outras pessoas.
Cabe salientar ainda
que segundo a ONU, alguns fatores ainda interferem na inclusão: ignorância
negligencia e superstição e o medo (Wernek 1997).Estes fatores são mantidos
certamente pela desinformação a respeito das deficiências e inclusão.
Em
reunião técnica com os procuradores da república e promotores de justiça
promovida pela COROE e Departamento dos direitos humanos (Ministério da Justiça)
e Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (Ministério Publico Federal), que
destacaram, como dificuldades para o acesso ao sistema de ensino: as barreiras
arquitetônicas, a deficiente qualificação do profissional da rede de ensino, a
resistência do sistema educacional em receber alunos com deficiência em seus
estabelecimentos de ensino, a inexistência de material adequado para o
atendimento do aluno, o numero excessivo de alunos na sala de aula, dificultando
o acesso e permanência com qualidade do aluno com deficiência, a insuficiência
de transporte publico adequado até o estabelecimento de ensino e inexistência de
dados que identifique a demanda não atendida pelo sistema de ensino.
Com a
Declaração de Quito em 11 de abril de 2003, os governos da América Latina
defendem uma Convenção Internacional para a proteção e promoção dos direitos e
dignidade da ONU.


CONCLUSÃO

Portanto as mudanças são fundamentais
para inclusão, mas exige esforço de todos possibilitando que a escola possa ser
vista como um ambiente de construção de conhecimento, deixando de existir a
discriminação de idade e capacidade. Para isso, a educação deverá ter um caráter
amplo e complexo, favorecendo a construção ao longo da vida, e todo aluno,
independente das dificuldades, poderá beneficiar-se dos programas educacionais,
desde que sejam dadas as oportunidades adequadas para o desenvolvimento de suas
potencialidades. Isso exige do professor uma mudança de postura além da
redefinição de papeis que possa assim favorecer o processo de inclusão.
Para
que a inclusão seja uma realidade, será necessário rever uma série de barreiras,
além da política e práticas pedagógicas e dos processos de avaliação. É
necessário conhecer o desenvolvimento humano e suas relações com o processo de
ensino aprendizagem, levando em conta como se dá este processo para cada aluno.
Devemos utilizar novas tecnologias e Investir em capacitação, atualização,
sensibilização, envolvendo toda comunidade escolar. Focar na formação
profissional do professor, que é relevante para aprofundar as discussões
teóricas práticas, proporcionando subsídios com vistas à melhoria do processo
ensino aprendizagem. Assessorar o professor para resolução de problemas no
cotidiano na sala de aula, criando alternativas que possam beneficiar todos os
alunos. Utilizar currículos e metodologias flexíveis, levando em conta a
singularidade de cada aluno, respeitando seus interesses,suas idéias e desafios
para novas situações. Investir na proposta de diversificação de conteúdos e
práticas que possam melhorar as relações entre professor e alunos. Avaliar de
forma continuada e permanente, dando ênfase na qualidade do conhecimento e não
na quantidade, oportunizando a criatividade, a cooperação e a
participação.
Valorização maior das metas e não dos obstáculos encontrados
pelo caminho, priorizando as questões pedagógicas e não apenas a questão
biológica, com expectativa de que tudo será resolvido pela saúde.
Não temos
nenhuma proposta de inclusão que possa ser generalizada ou multiplicada, pois
ainda é incipiente, no entanto é de consenso que esse processo é de
responsabilidade de toda a sociedade e por tanto é preciso que a escola esteja
aberta para a "escuta", favorecendo assim, as trocas para a construção do
processo de inclusão escolar.
Concluímos que para o processo de inclusão
escolar é preciso que haja uma transformação no sistema de ensino que vem
beneficiar toda e qualquer pessoa, levando em conta a especificidade do sujeito
e não mais as suas deficiências e limitações.


Referências:
MEC - Ministério de Educação -
Secretaria de Educação Especial ­POlÍTICA NACIONAl DE EDUCAÇÃO ESPECIAL,
Brasília MEC - SEEDSP 1994.
Montoam, Maria Tereza Eglér e colaboradores,
INTEGRAÇÃO DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA - editora Memnon edições científicas Itda,
1997.
Mídia e Deficiência - Brasília Andi, Fundação Banco do Brasil 2003-
série diversidade.
Ministério da Justiça - DECLARAÇÃO DE SALAMANCA E LINHA DE
AÇÃO SOBRE NECESSIDADES EDUCATIVAS ESPECIAIS - Brasília, corde,
1997.
Congresso Nacional - lei de Diretíizes e Bases da Educação Nacional,
1996.
Congresso Nacional - Constituição da República Federativa do Brasil
­Brasília - Senado Federal, 1988.
Conselho Nacional de Educação - Câmara
de Educação Básica ­Resolução CNE/CNB n.2 de 11 de setembro de 2001 -
Brasília.
Figueira, E. A Imagem do Portador de Deficiência Mental na
Sociedade e nos Meios de Comunicação - Ministério da Educação - Secretaria de
Educação Especial.
YUS, Rafael - Educação Especial Uma Educação Holística
para o séc XXI, Tradução. Daisy Vaz de Moraes - Porto Alegre, ARTIMED,
2002.
Poso, Juan Ignácio - Aprendizes e mestres: a nova cultura da
aprendizagem Juan Ignácio Pozo; trad. Emani Rosa - Porto Alegre: Artmed
2002.
Referenciais para Construção de Sistemas Educacionais
Inclusivos-Fundamentação Filosóficos a História a Formação-EDUCAÇÃO INCLUSIVA
Direito à Diversidade-curso de Formação de Gestores e
Educadores.



Marilú Mourão Pereira
Fisioterapeuta - FADERS

Um comentário:

Anônimo disse...

Acho favorável a inclusão, mas a certos casos leves de deficiência, mas não para aqueles casos crônicos onde são levados para a sala de aula alunos portadores de problemas mais complexos,já que o professor brasileiro da escola regular,não está preparado para esse tipo de inclusão.
Por lei, como a educadora em adiantado estado de gravidez pode trabalhar com isso, já que quase todas as inclusões que conheço são problemáticas em sala de aula. E a escola que não tem uma auxiliar para ajudar a educadora, como fica? A professora( grávida) além de cuidar de 23 alunos, ainda pode ser agredida, e ter que carregar no colo o aluno de 6 anos,fisicamente forte porque este não deixa os demais prestarem atenção nas atividades?Gostaria de saber como fica isso perante a lei, já que a gestante gostaria de trabalhar até os últimos dias da gravidez, é um direito dela com profissional da educação.

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